Ele tem 21 roteiros, 294 atrações culturais, 103 ambientais e 390 restaurantes
O ministro do Turismo, Pedro Novais, e o secretário de Estado de Turismo, Ronald Ázaro, participaram na sexta-feira (18) do lançamento do Inventário Turístico de Petrópolis, que contém 21 roteiros, 294 atrações culturais, 103 ambientais, 390 restaurantes entre outros equipamentos.
Em seu pronunciamento, Pedro Novais disse que por meio deste inventário pode-se fazer uma política de gestão e planejamento dos investimentos. Ele anunciou que a Serra Verde Imperial receberá US$ 19 milhões do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) para o desenvolvimento de produtos turísticos.
- Vale lembrar que o Estado do Rio de Janeiro já negociou minuta de contrato no valor de US$ 187 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Destes, US$ 75 milhões serão aportados pelo ministério como contrapartida.
O secretário Ronald Ázaro disse que nos últimos 30 dias esteve em Brasília por duas vezes com o ministro que vem se empenhando para a recuperação da imagem do trade turístico da região serrana.
- No último encontro, o ministro Pedro Novais garantiu que Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo terão prioridade no empenho das emendas parlamentares priorizadas para estes municípios. O Ministério do Turismo também dará apoio a realização do Salão do Turismo de Teresópolis, que será realizado em maio pela Turisrio, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Turismo.
Com relação à região serrana, que sofreu a maior tragédia natural da história do Brasil, no mês passado, Ronald Ázaro afirmou que “estamos virando uma página e promovendo várias ações para trazer de volta os turistas”.
Ainda no evento realizado no Theatro Dom Pedro, no centro de Petrópolis, o embaixador da Alemanha Wilfried Grolig e o cônsul alemão Michel Worbs, anunciaram a doação de 62 mil euros para a criação de uma fundação na Cidade Imperial.
Tragédia das chuvas
Um forte temporal atingiu a região serrana do Estado do Rio de Janeiro entre a noite de 11 de janeiro e a manhã do dia seguinte. Choveu em 24 horas o esperado para o mês inteiro e o resultado foi a maior tragédia climática registrada no país, segundo especialistas de várias áreas.
Deslizamentos de terra e enchentes mataram mais de 900 pessoas e deixaram mais de 400 desaparecidas. Cerca de 30 mil sobreviventes ficaram desalojados ou desabrigados. Escolas, ginásios esportivos e igrejas viraram abrigos. Hospitais ficaram cheios de feridos na primeira semana; estando a maioria já recuperada. Cerca de 15 dias depois da catástrofe, doenças como leptospirose (provocada pelo contato com a urina de rato) começaram a assolar a população. Autoridades então passaram a monitorar casos confirmados e pacientes suspeitos, além de educar o povo em relação à prevenção.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados durante alguns dias.
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R7
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