Emprego em Volta Redonda cresce 5,73% em 12 meses

Volta Redonda

De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego), a quantidade de empregos em Volta Redonda cresceu 5,73% nos últimos 12 meses. O total de empregos com carteira assinada na cidade era de 64.225 em primeiro de junho do ano passado e passou a 68.129 em 31 de maio deste ano.
O maior crescimento foi verificado na indústria, que aumentou seu número de postos de trabalho em 13,41% no período. Foram 1.739 empregos a mais no período, o que representa também o maior saldo positivo entre todos os setores de atividade econômica na cidade.
Em termos de crescimento absoluto, o setor que veio a seguir foi o comércio, com 1.232 novas vagas formais. O crescimento relativo, contudo, foi de 8,57%, ainda assim uma expansão significativa no estoque de empregos.

O setor que mais emprega na cidade - o de serviços, com mais de 30 mil postos de trabalho - teve um aumento modesto, de apenas 1,68%, ampliando seu estoque de vagas em 502.
A construção civil, com 487 postos de trabalho a mais, teve um crescimento relativo de 7,36%.
Esses setores representam quase a totalidade dos postos de trabalho com carteira assinada da cidade. Extração mineral, administração pública, agropecuária e serviços industriais de utilidade pública representam, juntos, menos de 1% das vagas formais da cidade.
Empregos em relação à população
Volta Redonda tem 68.129 empregos formais para uma população de 257.903 pessoas, de acordo com os dados do IBGE referentes ao censo de 2010. Esses números indicam que a cidade tem um emprego formal para cada 3,78 pessoas. Como a população total inclui pessoas que não trabalham - como crianças, adolescentes e aposentados - o número de pessoas da população econômica ativa para cada emprego formal é ainda menor.
É preciso também levar em consideração que muitos trabalhadores não estão incluídos no rol dos empregados formais - entre eles estão os profissionais liberais, os autônomos e os empresários.
Como ainda não há estatísticas disponíveis para o tamanho da população economicamente ativa da cidade, nem dados que englobem os trabalhadores que não são empregados formais, não é possível ter dados confiáveis para Volta Redonda - ou para qualquer cidade fora das áreas metropolitanas do país - quanto aos índices de desemprego.
Caged vai medir desemprego
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse no mês passado, em entrevista à Agência Brasil, que o governo precisa de uma "fotografia mensal" do emprego formal em todo o país, para orientar as políticas públicas da área. Lupi disse que, para isso, o Ministério do Trabalho criará até o final do ano a Taxa de Emprego Real, que vai revelar esse cenário e contribuir para as decisões do governo relacionadas a seguro-desemprego e à qualificação do trabalhador, por exemplo.
A composição do novo índice, que ainda está em fase de estudo, vai considerar informações que já existem no banco de dados do ministério. Uma das fontes será o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com informações sobre admissões e demissões, fornecidas, mensalmente, por mais de 7,3 milhões de empresas. A taxa também vai considerar dados das 3 mil agências de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
"Do cruzamento dessas informações vamos ter uma taxa de desemprego formal real, ou seja, vamos saber quem está procurando emprego, que tipo de emprego está faltando, qual emprego está surgindo, quem tem qualificação, onde está faltando qualificação e o que o trabalhador busca", ressaltou o ministro.
Para Lupi, o novo índice não se chocará com a taxa de desocupação divulgada atualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"O IBGE trabalha com pesquisas e trabalhamos com dados da fotografia real de todo o Brasil. O IBGE trabalha com regiões metropolitanas. Esse dado [Taxa de Emprego Real] vai dar uma fotografia das 27 unidades da Federação", destacou. "São questões diferentes, dados diferentes e momentos diferentes. Os dados do Caged e do Sine são do que acontece no mercado de trabalho", ponderou Lupi.
O levantamento feito pelo IBGE - divulgado desde 1980 e que passou por uma revisão em 2002 para atender a orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) - considera os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que é feita em seis regiões metropolitanas do país (Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e São Paulo). Essa taxa revela informações sobre mercado de trabalho em curto e médio prazos, comparando os resultados mês a mês e ao mesmo mês de anos anteriores.
O gerente da PME, Cimar Azeredo, disse que "hoje é visível a necessidade de um índice nacional", por causa das mudanças ocorridas no país desde 1980, como a maior distribuição do emprego. "Você tem Manaus com força maior, o Centro-Oeste, que não tem nenhuma unidade de Federação incluída no índice", exemplificou.
"Hoje a gente consegue ter dados uma vez por ano pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios [Pnad, pesquisa nacional que revela níveis de rendimento e ocupação e geração de postos com carteira de trabalho]. Mas não é uma pesquisa conjuntural", disse ele, que é representante do IBGE no grupo formado pela OIT que reúnes cinco países em torno do debate sobre trabalho decente.
Azeredo, porém, lembra que o IBGE já indicou a intenção de ampliar o levantamento sobre a taxa de desocupação. O instituto vem desenvolvendo um estudo para tornar esse índice trimestral, com divulgação mensal sobre capitais, e com abrangência de todo o país, incluindo as áreas urbana e rural. Segundo ele, o projeto está sendo desenvolvido com a participação da sociedade, de acadêmicos e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e vai passar a oferecer um cenário nacional. Mas será mantida a característica que o levantamento já traz hoje, que é um cenário mais geral do mercado.
"O Caged, por exemplo, é uma pesquisa que só considera emprego registrado. No caso das pesquisas domiciliares, a gente atinge não só emprego com carteira assinada, mas emprego informal também, cuja parcela no país é bastante expressiva".
"[Com a pesquisa domiciliar] eu pego tanto o rendimento daquela pessoa que trabalha numa barraca de praia, quanto de um empresário, de um funcionário público, de um policial ou jornalista. Essa é a grande vantagem da pesquisa domiciliar que tem uma penetração no cenário da ocupação de uma forma geral sem fazer restrições sobre o trabalho registrado ou não registrado", completou Azeredo.
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Diário do Vale

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