A situação de calamidade que assola a região serrana do Rio de Janeiro também começa a mobilizar a população de Minas Gerais. O governador do Estado, Antônio Anastasia, determinou atendimento imediato pelas unidades de saúde. A meta é que os hospitais localizados próximos às divisas de cidades cariocas, atendam às vítimas das chuvas. A rede hospitalar conveniada ao SUS nos municípios mineiros de Além Paraíba e Juiz de Fora, na zona da mata, estará aberta para receber pacientes vindos do Estado do Rio de Janeiro, principalmente do município de Sumidouro, localizado na divisa entre os dois estados. A cidade de Ubá, no leste de Minas, libera unidades de atendimento para receber os pacientes de acordo com as necessidades. Outra medida é a liberação de médicos e ambulâncias para o atendimento às vítimas das chuvas no Rio. Mortes no Rio A Defesa Civil confirmou 529 mortos na região serrana do Rio de Janeiro, na maior tragédia natural da história do Brasil. Até o momento, foram 224 óbitos em Teresópolis, 246 em Nova Friburgo, 41 em Petrópolis e 19 em Sumidouro e quatro em São José do Vale do Rio Preto. Em Teresópolis, corpos foram sepultados com auxílio de um gerador, já que falta luz na cidade e até em estradas da região. Há a suspeita de que saques estejam ocorrendo no município. Cerca de 300 homens da Força Nacional de Segurança foram enviados para os municípios atingidos. O HemoRio montou um mutirão especial para quem quiser doar sangue para as vítimas da enxurrada na região serrana do Rio de Janeiro.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou para a Região Serrana dois peritos legistas da equipe do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE) para ajudar na identificação e liberação dos corpos.

Ainda na manhã desta sexta-feira, o MP fez um apelo aos parentes das vítimas das enchentes em Nova Friburgo para que compareçam ainda nesta sexta-feira à quadra de esportes do Instituto de Educação de Nova Friburgo (Praça Dermeval Barbosa Moreira, Centro de Nova Friburgo), a fim de realizar, de forma mais rápida, o reconhecimento, a liberação e o sepultamento das vítimas.
No caso dos corpos que já foram identificados por fotografia e impressões digitais, o reconhecimento poderá será feito posteriormente, por meio do Programa de Identificação de Vítimas (PIV) do MPRJ. Nesse caso, os familiares deverão preencher um formulário (https://piv.mp.rj.gov.br/piv/index.htm), disponível no site do MPRJ, informando as características físicas da pessoa ou ligar para o número de telefone 2283-6466 (das 8 às 18h, de segunda a sexta-feira).
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O Globo

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