O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, vai na tarde desta quarta-feira ao Rio para visitar as áreas afetadas pelas enxurradas dos últimos dias, em especial Teresópolis.
A visita é uma das medidas do governo federal acertadas ontem pelo ministro Antonio Palocci (Casa Civil) para ajudar o Rio de Janeiro. Ele se reuniu em Brasília com o senador eleito Lindberg Farias (PT-RJ). A conversa foi acompanhada via conferência telefônica pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). O governador também conversou com a presidente Dilma Rousseff.
Segundo o senador eleito, o ministro garantiu o empenho das pastas da Saúde, Integração Nacional, Defesa, Desenvolvimento Social e do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
A Casa Civil ainda não anunciou medidas em relação a São Paulo, Estado que também foi gravemente atingido pelas chuvas nos últimos dias.
MORTES
As fortes chuvas da noite de ontem e desta madrugada deixaram ao menos 57 pessoas mortas na região serrana do Rio de Janeiro. Além de Teresópolis, sete pessoas morreram em Friburgo, entre elas quatro bombeiros que socorriam as vítimas em um prédio que desabou. A Defesa Civil diz que, em 24 horas, choveu mais do que o esperado para todo o mês de janeiro.
Também houve mortes em Petrópolis. Um casal de idosos morreu no bairro do Brejal. Há notícias ainda de vítimas, ainda não oficialmente confirmadas, no Vale do Cuiabá, regiões que ficaram isoladas pela chuva.
Na tarde de ontem, um prédio de três andares desabou na cidade. Duas pessoas morreram, entre elas uma menina de 7 anos.
Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo sofrem ainda com falta de energia, água e telefone.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), solicitou ao comandante da Marinha, almirante Júlio Moura Neto, aeronaves para o deslocamento de mais tropas e equipamentos do Corpo de Bombeiros. Cabral está fora do país, em viagem, e só deve chegar ao Rio amanhã.
O vice-governador Luiz Fernando Pezão coordena em campo as operações. Ele voou para Nova Friburgo para acompanhar in loco os trabalhos de resgate.
Pezão afirma que a situação é muito grave, e em alguns lugares o acesso só é possível por helicóptero.
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CFSP
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