As chuvas fizeram, até o momento da publicação desta notícia, 37 mortes
O governo do Estado está mobilizando esforços e efetivos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, na manhã desta quarta-feira (12) para ajudar as cidades da região Serrana do Estado do Rio de Janeiro que sofrem consequências drásticas provocadas pela chuva intensa desta madrugada.
O vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, estão, desde cedo em Nova Friburgo, município que vive a situação mais crítica, para acompanhar de perto e coordenar os trabalhos de busca e salvamento de vítimas, a maioria por causa de deslizamentos de terra.O vice-governador informou que a situação é muito grave, principalmente em Teresópolis e Friburgo, embora Petrópolis, especialmente o distrito de Itaipava, também tenha sofrido com a chuva. Pezão mobilizou todos os helicópteros do governo, inclusive das polícias Civil e Militar, para levar bombeiros e equipamentos para as regiões mais castigadas.
Cada quartel de bombeiros da capital do Estado enviou uma viatura com quatro profissionais para reforçar as corporações da região. Também foi mobilizada uma força-tarefa integrada por bombeiros de duas unidades especializadas, o Grupamento de Busca e Salvamento e o 2º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente de Magé, com experiência nessas missões, inclusive com atuações destacadas nas tragédias do Haiti, Ilha Grande e Morro do Bumba, em Niterói.
Desde terça-feira (11) até as 12h desta quinta-feira, foram confirmadas 32 mortes em Teresópolis, três em Nova Friburgo e duas em Petrópolis, totalizando 37 vítimas.
A prefeitura de Friburgo decretou estado de emergência. A precipitação de chuva teria chegado a 260 mm em 24 horas, enquanto em todo o mês de janeiro o volume foi de 180 mm. De acordo com a meteorologia, entre 2h e 3h choveu 60 mm no município. Um temporal de 25mm por hora já é considerado forte. O rio Bengalas teria subido quase um metro acima do leito e inundado várias vias da cidade.
O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na cidade e, segundo o tenente-coronel Alexandre Rocha, que coordena as providências na Central Operacional da Defesa Civil do estado no Rio, há muita dificuldade de comunicação telefônica tanto fixa quanto móvel.
Em Teresópolis vários bairros estão isolados e falta energia elétrica. Já teriam sido registrados quatro deslizamentos de terra até agora. A prefeitura também deverá decretar estado de emergência a qualquer instante.
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R7
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