Justiça bloqueia cinco imóveis do traficante.
Policiais da delegacia do Catete (9ª DP), na zona sul do Rio de Janeiro, estiveram na manhã desta quarta-feira (8) em Cabo Frio, na região dos Lagos, a procura de Alexandre Mendes da Silva, o Polegar, um dos chefes do tráfico no complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Apesar das buscas, Polegar não foi encontrado.
Detetives da delegacia do Catete estão investigando o traficante há mais de seis meses e nesta terça-feira estiveram numa casa da Região dos Lagos, que seria do traficante. Avaliada em R$ 400 mil, a casa fica no no bairro do Recanto das Dunas, tem três andares, piscina, churrasqueira, vaga coberta para oito carros, salão e três quartos decorados. Nesse local, Polegar realizava festas com mais de 120 pessoas.
Segundo as investigações da delegacia, Polegar tem mais quatro imóveis no Rio de Janeiro – no Leblon, na zona sul, na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, na zona Oeste, e em Niterói, na região metropolitana do estado do Rio –, que juntos formam o patrimônio de R$ 5 milhões de reais. As cinco casas do traficante foram bloqueadas para venda pelo Juiz da Vara Criminal de Santa Cruz, José Nilo, a pedido dos promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro).
Taxista do Tráfico
Nesta terça-feira (7) o taxista Fabrício Alves de Almeida, de 29 anos, foi preso no bairro do Jacaré, também em Cabo Frio. Ele estava sendo investigado pela delegacia de São Pedro da Aldeia (125º DP), na região dos Lagos. Almeida, que é conhecido como Bili, era procurado por transportar drogas do Complexo do Alemão para o Morro dos Milagres, em São Pedro da Aldeia. Segundo a delegada Cláudia Faissal, que coordena as investigações, Bili confessou que também levava traficantes da região para festas do tráfico no Rio de Janeiro. O taxista foi indiciado por associação ao tráfico de drogas. Ele está detido na carceragem da Polinter, em Araruama, também na região dos Lagos.
Uma resposta do Estado
A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiados em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais.
A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.
Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva na última quinta-feira (25) na Vila Cruzeiro, forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho Complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.
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R7
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